Não fique triste, nem se sinta uma pessoa menor, porque, com toda a certeza, num momento qualquer do dia, haverá alguém que, sem o saber, aguarda a sua palavra e o seu sorriso para que possa continuar até ao anoitecer.
(F)
(Conceição Sousa)
Para quem respira... nem que seja um pequeno sopro. Eu ainda respiro logo sonho... Ainda que doa ao doer, doa mais ao doar: doa-te.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
conquistas
Há conquistas que são só nossas... só nossas e tão nossas - pequeninas vitórias aos olhos dos outros ( se calhar nem lhes chamariam de vitórias), mas se imaginassem todos os gigantescos obstáculos que tivemos de transpor nunca - como alguém, a quem disseram que teria de viver numa ilha deserta para sempre, construir uma jangada e enfrentar tempestades em busca de gente - nunca as chamariam de pequeninas. Há grandes conquistas que somos nós.
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( Conceição Sousa)
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( Conceição Sousa)
como se numa mesa de café
É como se estivesse numa mesa de café, a conversar contigo. Sabes que te escuto, sei que me sabes. E as horas vão se passando...sem que nos apercebamos. É uma conversa sem fim. Cai a noite, e continuamos a falar, fecha o café, e continuamos a sorrir, amanhece na calçada, faz frio mas nem o sentimos, e as palavras continuam por ali fora, abraçadas, atentas, presas nos olhos que as devoram. Posso dizer que és meu amigo, sim. Obrigada.
(F)
(Conceição Sousa)
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(Conceição Sousa)
açoite da vida
Por muito que a vida te açoite, não te resignes. Agarra tu no chicote, põe fim a esse estar que conheces, e recomeça noutro lugar - num lugar desconhecido, sim; mas diferente. Não receies o que não conheces. Receia, sim, o que conheces e que, por conheceres, te subjuga. Decide. É só um instante: decide procurar a tua felicidade. Podes até nunca a encontrar, mas garanto-te que o abandono da infelicidade te fará sorrir.
(F)
(Conceição Sousa)
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(Conceição Sousa)
Em cada um dos livros, Bugalhudo e Caracolitas, auxiliados pelo Mago Agosto e pela Mosca Verruga (Zzzzz!), embarcam numa aventura diferente no Reino de Encanta o Espanto ou Espanta o Encanto, dominado pelo astuto Príncipe Deslumbrate, que encontra como adversário o irmão, o Príncipe Atua - ambos apaixonados pela Pastora Serena.
Bugalhudo e Caracolitas conhecem, nesse trajeto, paisagens fascinantes e assombrosas, e inacreditáveis criaturas do fantástico, ora adjuvantes ora oponentes. São geocachers e buscam, em cada livro, uma cache singular, que lhes permitirá no final da obra encontrar ( supõe-se...) a Flor de Mil Cores. É uma flor com poderes especiais que irá salvar a sua família de uma terrível tragédia. Embora se encaixe no encadeamento da totalidade da obra, cada volume é perfeitamente autónomo e independente dos restantes. É uma obra que pretende ser interativa, dinâmica e conduzir à reflexão sobre questões importantes na infância e na adolescência. Há uma teia de desafios que coloca nas mãos dos leitores a responsabilidade da resolução dos problemas. Privilegia-se o caminho da descoberta, o conhecimento indutivo. Fomenta a pesquisa e o recurso às novas tecnologias.
Bugalhudo e Caracolitas conhecem, nesse trajeto, paisagens fascinantes e assombrosas, e inacreditáveis criaturas do fantástico, ora adjuvantes ora oponentes. São geocachers e buscam, em cada livro, uma cache singular, que lhes permitirá no final da obra encontrar ( supõe-se...) a Flor de Mil Cores. É uma flor com poderes especiais que irá salvar a sua família de uma terrível tragédia. Embora se encaixe no encadeamento da totalidade da obra, cada volume é perfeitamente autónomo e independente dos restantes. É uma obra que pretende ser interativa, dinâmica e conduzir à reflexão sobre questões importantes na infância e na adolescência. Há uma teia de desafios que coloca nas mãos dos leitores a responsabilidade da resolução dos problemas. Privilegia-se o caminho da descoberta, o conhecimento indutivo. Fomenta a pesquisa e o recurso às novas tecnologias.
1º livro (de seis) da obra infanto-juvenil " Em Busca da Flor de Mil Cores" de Conceição Sousa.
Por que me perguntas, mãe, o que tenho,
se não me apetece falar?
Olho para ti,
os teus olhos a quererem dizer que me amas,
e os meus a não conseguirem acreditar.
Se me amasses de verdade,
não terias discutido com o meu pai,
não terias lhe dito que gostas de outro,...
não terias casado com ele,
e não estaria o meu irmão a caminho -
mas dessa parte até gosto, confesso;
não to digo.
Por que me perguntas, minha mãe,
o que tenho,
se sabes que não irei falar?
Falar o quê?
Aquilo que já estás farta de saber?
Já nada posso fazer para que tudo volte a ser como antes,
já nada te posso dizer que faça
com que tu e o meu pai voltem a amar-se.
Lembro-me, muitas vezes, de quando éramos felizes,
de quando sorríamos juntos,
de quando éramos uma família.
O Natal. O Natal é sempre o que custa mais.
Por que me perguntas, mamã, o que tenho,
se sabes que tudo o que te diga
não trará de volta o meu mundo, a minha vida?
Por que me perguntas, minha mãe,
se sabes que não queres ouvir o que tenho a dizer-te?
Por que me perguntas, mamã?
Sabe bem a pergunta, mãe.
Sabe bem saber que te tenho.
Sabe bem ouvir:
Não queres falar, pronto.
Dás-me, pelo menos, um abraço?
Mas ainda dói muito, mamã. E abraço-te.
(F)
(Conceição Sousa)
se não me apetece falar?
Olho para ti,
os teus olhos a quererem dizer que me amas,
e os meus a não conseguirem acreditar.
Se me amasses de verdade,
não terias discutido com o meu pai,
não terias lhe dito que gostas de outro,...
não terias casado com ele,
e não estaria o meu irmão a caminho -
mas dessa parte até gosto, confesso;
não to digo.
Por que me perguntas, minha mãe,
o que tenho,
se sabes que não irei falar?
Falar o quê?
Aquilo que já estás farta de saber?
Já nada posso fazer para que tudo volte a ser como antes,
já nada te posso dizer que faça
com que tu e o meu pai voltem a amar-se.
Lembro-me, muitas vezes, de quando éramos felizes,
de quando sorríamos juntos,
de quando éramos uma família.
O Natal. O Natal é sempre o que custa mais.
Por que me perguntas, mamã, o que tenho,
se sabes que tudo o que te diga
não trará de volta o meu mundo, a minha vida?
Por que me perguntas, minha mãe,
se sabes que não queres ouvir o que tenho a dizer-te?
Por que me perguntas, mamã?
Sabe bem a pergunta, mãe.
Sabe bem saber que te tenho.
Sabe bem ouvir:
Não queres falar, pronto.
Dás-me, pelo menos, um abraço?
Mas ainda dói muito, mamã. E abraço-te.
(F)
(Conceição Sousa)
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
saudade das estações
Não me importa que roupa vestes,
que laço trazes,
em que veículo te moves,
qual a parede que te cobre,
o que fazes com o acessório.
Não me importa nada disso.
Tão somente reparo:
no sorriso que me dás,
na lágrima que te limpa a dor,
no olhar em que me embalas,
na pele do teu amor.
Tão somente reparo:
nas pernas que te trazem até mim,
no coração que as move
mesmo que não se movam,
no abraço em que me confortas
e na mão com que me afagas o tempo,
a vida
e a saudade das estações.
(F)
Conceição Sousa
que laço trazes,
em que veículo te moves,
qual a parede que te cobre,
o que fazes com o acessório.
Não me importa nada disso.
Tão somente reparo:
no sorriso que me dás,
na lágrima que te limpa a dor,
no olhar em que me embalas,
na pele do teu amor.
Tão somente reparo:
nas pernas que te trazem até mim,
no coração que as move
mesmo que não se movam,
no abraço em que me confortas
e na mão com que me afagas o tempo,
a vida
e a saudade das estações.
(F)
Conceição Sousa
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