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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

pequenas mortes

Contabilizei três pequenas mortes, uma na infância e duas já adulta. Será que já é suficiente para me sentir verdadeiramente viva?
Logo na primeira percebi que de tudo o mais o que importa mesmo é a saudade: do sol, do vento, da chuva, do restolhar das folhas no chão e das fragrâncias da Primavera. E poder sentir tudo isto, mais uma vez. O bastante para me sentir feliz. No início da adolescência, já era detentora de uma imensa sabedoria - assim me abençoaram as dores da infância. E o sorriso não mais me largou.
As outras duas pequenas mortes só aconteceram porque, infelizmente, o ser humano tem memória curta. E eu não sou excepção.


(F)


 Conceição Sousa

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